quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ESOTERISMO


O mundo é um grande repositório de energias. Nossos pensamentos, emoções e ações compõem esse acervo que irá moldar a face do planeta. Quando irradiamos sentimentos de ódio, esse ódio ainda que não atinja seu alvo, irá juntar às outras correntes que lhes são afins, compondo uma grande massa em todo o planeta. Da mesma forma, quando irradiamos sentimentos de amor, essa força positiva irá se agregar às que lhes são afins, compondo uma grande massa antagônica daquela motivada pelo ódio. Portanto, devemos envidar esforços para que nossos sentimentos positivos sejam uma constante em nossas vidas e que, por outro lado, evitemos manifestações negativas que possam anular nossos esforços positivos.
Essas energias não existem por acaso, elas estão em franca sintonia com as energias do plano astral, onde impera a mesma lei. As energias do bem sustentam as boas ações enquanto as energias do mal sustentam as do mal. Isso significa que quando voce ora pedindo a paz para o mundo, essa oração, impregnada da energia do bem, irá se agregar ao conjunto maior das energias do bem, compondo um todo que estará agindo para que seu pedido seja satisfeito.
Quando acontecem as datas festivas ou religiosas na terra, elas irão dar o tom da maior ou menor força energética em ação. Quando estamos no carnaval, as forças do mal estarão mais afoitas porque estarão fortalecidas com energias que nada, ou muito pouco, lembram as forças do bem. Quando estamos na Semana Santa, as forças do mal se retraem e as do bem ganham maior projeção, pelas mesmas razões.
Não existe o acaso ou a coincidência. Tudo está inserido dentro de um plano maior que rege toda a nossa vida.
Se voce tem um vizinho que lhe atormenta a vida, um chefe que sempre o trata mal, um filho desajustado ou um cônjuge com o qual não se afina, não são produtos do acaso,nem fatalidade da vida. Esses tropeços no nosso caminho são produzido por nós mesmos. Eles representam o nosso passado de culpa. Em nossas vidas passadas, nós perseguimos, maltratamos e atormentamos inúmeras pessoas. É certo que nada fica impune, portanto, esse passado culposo irá nos acompanhar e em momento oportuno seremos chamados a pagá-lo.
Com isso, resta claro que não precisamos odiar o chefe mau-humorado, o desafeto da vizinhança ou qualquer desaire que nos atormente a vida, eles não são culpados de nada, são apenas agentes da Lei Maior.
por outro lado, podemos ter a certeza de quê, uma vez afinados com a Lei Maior, com o nosso coração puro e voltado para o bem, mantendo-nos acordes com a espiritualidade maior, com a prática da caridade e do amor ao próximo, podemos ter a certeza de que nenhum mal poderá nos atingir. Ninguém será suficientemente forte ou poderoso para nos atingir. Em harmonia com a espiritualidade e trilhando o caminho do bem, mantendo a nossa fé viva e acesa, nada precisamos temer.
Vários autores espirituais nos dão conta do que se passa no mundo dos espíritos. Nos falam das grandes organizações, cujo escopo é promover o sofrimento tanto do lado de lá quanto no de cá. Essas organizações são os modelos das nossas organizações. Podem ser das organizações criminosas, mas também daquelas que levam esse estigma e no entanto cumprem um papel que atende às organizações do mundo espiritual.
No fundo, essas organizações, enquanto atendem aos seus próprios interesses, cumprem um papel que vem da Lei Maior. Os devedores precisam pagar o que devem, a finalidade dessa lei é fazer com quê eles evoluam pelo sofrimento. Sentindo na pele o que fez aos outros, eles saberão o quanto custa a dor. E descobrindo que a dor e o sofrimento infligido aos outros não ficará impune, ele irá se precaver para que não torne a provocar sofrimento, a não errar ou pecar. Sendo assim, o agiota voraz de ontem, hoje padece nas mãos de outros tão insensíveis quanto ele o foi no passado. O valentão de ontem, hoje se vê nas mãos de outros como ele.
A finalidade da lei é promover o ressarcimento da dívida, mas a sua finalidade é fazer com quê o devedor se esclareça, que ele marche em direção ao bem, no amor ao próximo e na fé em Deus. Portanto, se o devedor por vontade própria se esclareceu e agora caminha pelo caminho do bem, ele pode ressarcir sua dívida sem o peso do sofrimento ou que ele não lhe seja tão desgastante. Para isso, ele se redime através da caridade e da sua doação ao próximo.

A ESTRATIFICAÇÃO
Na sociedade nós temos a estratificação social, matéria que nos conduz ao status e papel na sociedade. Temos a estratificação econômica, política e profissional. Essa estratificação diz onde está o indivíduo na sociedade e qual a sua importância dentro desse contexto.
Podemos dizer que temos uma estratificação espiritual, onde o espírito gira em torno da sua evolução espiritual. Dentro dessa linha de estrato o espírito não regride, mas pode evoluir, já que a evolução é a nossa meta sempre.

domingo, 29 de junho de 2008

CAPITU TRAIU BENTINHO ?


Machado de Assis, a par da sua obra monumental, nos legou um enigma que até hoje desafia literatos, psicólogos e adivinhos... A questão prende-se ao drama de Capitu e Bentinho, personagens do romance Dom Casmurro. Afinal de contas, Capitu traiu Bentinho ou não?
Bentinho e Capitu cresceram juntos, se apaixonaram e acabaram por se casarem. Machado de Assis, no decorrer do romance já nos deixa uma dúvida quanto a sinceridade de Capitu. Tem uma passagem onde um rapaz montado em um belo cavalo passa em frente de Capitu, Bentinho capta os olhares dos dois ao se cruzarem e o enlevo com que Capitu acompanha o mancebo até dobrar na esquina. Bentinho, premido pelo ciúme, acossa Capitu e esta se jusitifca alegando que ele está pra casar com uma moça que mora na outra rua. Bentinho pergunta como ela sabe disso e ela lhe afirma que a sua amiga lhe contou. Não passa pela cabeça de Bentinho as razões que levaram Capitu a se interessar pela vida do rapaz. No resto, a história segue normal, como normal era o amor de ambos.
Bentinho consegue se esquivar da vida sacerdotal a que estava prometido por sua mãe. No entanto, no seu período no seminário ele trava amizade com Escobar, que também não segue a carreira religiosa.
Ambos deixam o seminário e se casam. Escobar casa com a amiga de Capitu e logo em seguida têm uma filha. Mas, para o desencanto de Capitu, ela não consegue se engravidar, enquanto Bentinho do outro lado anseia por um filho.
Mas por fim acontece o milagre: Capitu se engravida e tem um filho. Agora é Escobar quem inveja o amigo, já que ele não conseguiu ter um filho homem. Daí por diante segue alguns pontos estranhos, Escobar não aprecia a liberalidade de Bentinho que permite que Capitu vá aos bailes com os braços descobertos, com vestidos que chamam atenção. Mas Bentinho minimiza tais fatos, está muito feliz para se dar ao trabalho de preocupar por tão pouco.
O amigo Escobar morre algum tempo depois, deixando todos contristados com a sua perda.
Com o passar dos anos, o garoto cresce e seu físico avantajado chama a atençao de Bentinho, já que ele e Capitu não eram altos, ao contrário de Escobar que era conhecido pela altura.
Certo dia, Bentinho ao receber o filho em sua sala, percebe no filho uma enorme semelhança entre ele e o amigo Escobar, cujo retrato está à sua frente. A semelhança era mais gritante quando verificava-se que o garoto não tinha nenhum traço seu ou de Capitu. Bentinho sofre um baque e ali surge a dúvida. Ele esfria o seu relacionamento com o filho e com Capitu. Esta vai perebendo essa frieza, até que por fim, Bentinho resolve abrir o jogo. Capitu nega qualquer traição e atribui essas suspeitas ao ciúme doentio de Bentinho.
Todavia, Bentinho não volta atrás, os fatos lhe parecem por demais gritantes. Decide então enviar Capitu e o filho para a Europa, por onde ficam indefidamente. Bentinho nunca mais procurou Capitu e o filho só veio ao Brasil uma vez antes de morrer no Egito.
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Este é o legado de Machado de Assis.

A julgar pelo que se vê no livro, parece certo que Capitu teve um caso com Escobar de onde nasceu o filho.
Quer nos parecer que Capitu amava realmente Bentinho. No entanto, Bentinho era estéril. Capitu querendo satisfazer os anseios do marido busca em Escobar, cuja fertilidade restava comprovada, a possibilidade de lhe dar o filho.
Tudo teria corrido bem, se não fosse o fato do menino sair a cara do pai e nada da mãe, pelo menos.
O desfecho trágico tem por único culpado o maldito gen dominante de Escobar que tinha que vir à tona.