domingo, 22 de julho de 2012

Lucro financeiro

À vista com juros, só no Brasil

A prática foi incorporada pelo mercado brasileiro, que cobra juros embutidos no preço à vista e anuncia parcelas supostamente isentas de correção
Publicado em 22/07/2012 | Cíntia Junges

Não é novidade que o Brasil possui uma das maiores taxas de juros reais do mundo, a despeito do recente esforço do governo para amenizar esse peso. Para completar, também somos o único país do planeta onde – na teoria – não há diferenciação entre o preço à vista e a prazo. Na prática, porém, a realidade é outra e os juros costumam vir embutidos – e bem disfarçados – nas compras à vista e nos parcelamentos longos, anunciados à exaustão como juro zero.
Análise
Associação Comercial reconhece armadilha na tabela inflexível
Uma pesquisa da Associação Co­­mercial do Paraná (ACP) mos­­trou que a maior porcenta­­gem de inadimplentes está con­­centrada nos carnês (35%), che­­ques (33%) e cartões de loja (18%) – formas de pagamento que permitem parcelamentos longos e juros embutidos.
Se­­gundo Simone Scuissatto, su­­pervisora de serviços da ACP, as compras parceladas são as pre­­feridas das pessoas com ren­­da entre um e quatro salários mínimos, conforme apontou a pesquisa. Esses consumidores é que pagam juros sobre juros sem saber.
Simone reconhece que a arma­­dilha dos juros embutidos no pre­­ço à vista e nos parcelamentos é uma prática comum em to­­dos os segmentos do mercado. Além disso, ela destaca outra prática bastante comum e enganosa. “Comprei uma bota por R$ 299. Passei na loja novamente e a mesma bota estava ‘em oferta’ de R$ 499 por R$ 299. É uma liquidação mentirosa, cujo objetivo é atrair o consumidor para a compra. Quem não estiver atento é facilmente enganado”, ressalta.
Consumidor brasileiro está mais exigente
Para o professor Roberto Nas­­cimento Azevedo de Oliveira, do núcleo de estudos de varejo da Escola Superior de Pu­­blicidade e Marketing (ESPM), o consumidor brasileiro, que começou a ser forjado após a criação do plano real, chegou à maioridade neste ano muito mais exigente. “Essa conduta antiética do mercado [de cobrar juro embutido] é uma coisa que o consumidor não atura mais”, afirma.
Segundo Oliveira, as pessoas estão pesquisando mais, batendo mais perna e mudando de loja quando percebem poucas chances de negociação. As lojas não teriam outra saída a não ser se adaptar a esse novo perfil do consumidor, mais intransigente e difícil de ser enganado. “Isso é um alerta também para os consumidores que só agora estão tendo acesso ao crédito. Eles precisam vencer a empolgação e valorizar o dinheiro, apostando no seu poder de barganha diante do mercado, que espera ansioso por eles”.
Ainda segundo o professor da ESPM, essa questão tem muito a ver com transparência das informações, que é fundamental na construção de marcas do varejo.
No Brasil temos uma cultura de falta de transparência que se irradiou para diversos setores da sociedade, incluindo o mercado, avalia. Já a aposta de Carlos Tadeu de Oliveira, do Idec, é que com a queda dos juros no país, o preço à vista comece a ficar próximo do que realmente deveria ser o preço à vista dos produtos.
Preço justo
Você acha que a empresa tenta enganar o consumidor com preço à vista igual ao parcelado?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Totalmente incorporada pelo mercado brasileiro, essa prática é difícil de ser identificada por parte dos consumidores. “É impossível sabermos qual a porcentagem exata de juros que as empresas incorporam no preço à vista. Mas uma coisa é certa: ninguém no varejo empresta dinheiro ou antecipa um bem de graça”, alerta Carlos Tadeu de Oliveira, gerente técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Embora sejamos bombardeados constantemente com informações do tipo “à vista ou em até 12 vezes sem juros”, o professor José Dutra Sobrinho, do Instituto de En­­sino e Pesquisa (Insper) garante que isso é impossível, pois toda a operação a prazo tem um custo de financiamento, que geralmente nunca é menor que 2% ao mês.
Com base nisso podemos, por exemplo, calcular uma média aproximada de juros embutidos no preço à vista. “Se você considerar um produto de R$ 1.200 a ser pago em 12 prestações, com uma taxa de juros de 2% ao mês embutida, o mínimo de desconto que o comprador deve ganhar para se aproximar do real preço à vista é equivalente a 12%, ou seja, R$ 143”.
O problema, segundo So­­brinho, é que o cálculo da taxa de juros embutida numa operação de financiamento ou empréstimo em prestações iguais é extremamente difícil, mesmo para pessoas com excelente base matemática. “De cada 100 pessoas, 99 não vão saber calcular os juros embutidos e nem mesmo o que seria um desconto adequado”, afirma o professor do Insper.
Muitas lojas se recusam a dar descontos e procuram induzir o consumidor a assumir o maior número de parcelas possível, com a justificativa de que o parcelamento longo cabe no bolso, explica Wilson Benício Siqueira, conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon). “Só isso já é um bom motivo para o consumidor desconfiar. Como podem anunciar juros zero em 10, 12, 15 vezes?”, questiona. Segundo ele, isso ocorre com mais frequência nas lojas de grandes redes varejistas, que possuem cartão de crédito e financeira própria e incentivam a venda a prazo.
Saída
Diante da falta de transparência das informações, com as empresas anunciado uma coisa e fazendo outra, o consumidor se sente impotente. Contudo, existem outros meios para buscar o menor preço à vista. A maneira mais fácil é comparar qual loja oferece o preço mais em conta para o mesmo produto e, nesse caso, a internet é sempre uma ótima aliada.
Geralmente, o estabelecimento que oferece o maior número de parcelas iguais sem juros é aquele que possui o maior preço à vista e a maior porcentagem de juros embutidos, quando comparado aos demais. “As lojas possuem margem para oferecer descontos no pagamento à vista. Se isso não ocorrer, abandone a compra e busque outro estabelecimento disposto a negociar”, recomenda Siqueira.

MEUS TEXTOS



A SESTA DO FAUNO

Estudo sobre o tema

A SESTA DO FAUNO

Rudolf Nureyev dança "L'Après-midi d'un Faune" de Claude Debussy.


Os Faunos são entidades que cumprem um importante papel na natureza, como ardorosos defensores das florestas e dos animais que a habitam. Nesse último, a situação às vezes se torna assaz grave. Eis que, Diana tem por primazia a caça, e aos Faunos desagradam, sobremaneira, o assédio dessa aos seus tutelados. Ora, os Faunos são divindades menores, se é que atingem este status. O confronto com uma das divindades do primeiro escalão do Olimpo se revela desigual e extremamente perigoso. Ninguém atrai impunemente a ira de Diana.
Na França, os Faunos já encontravam grandes dificuldades com as constantes caçadas do rei. Como se não bastasse enfrentavam a sanha olímpica de Diana. No entanto, esse distanciamento entre o Fauno e a Deusa e o confronto entre a caçadora e o defensor, não inibia tampouco o assédio do Fauno sobre Diana. Talvez fosse isso que mantinha a Deusa mais distante dos domínios do Fauno.
Naquela tarde, o Fauno após requintado almoço, fazia a sua sesta aproveitando o cálido verão. Acompanhada pelo seu séquito de ninfas a Deusa Diana aproxima-se para o seu banho, esbanjando o seu esplendor. O Fauno desperta da sua sesta e extasiado aprecia aquele quadro que sempre lhe povoou os sonhos. As ninfas faziam evoluteios ao redor da sua Deusa, enquanto esta se aproximava do lago cristalino. Aquela movimentação não causava nenhum ruído e até mesmo os animais da floresta cessaram seus movimentos, rendendo homenagem àquela cena majestosa.
A floresta de Sénart, palco das caçadas e encontros de Luis XV com a Marquesa de Pompadour, a preferida do Rei, era agora palco de uma nova cena envolvendo a paixão de um Fauno e a Deusa casta filha de Júpiter. Mais uma vez surge o binômio da caça e o amor, a relação que identifica a presa e o predador.
Aquela cena diáfana magnetizava o Fauno. Este saltando do seu nicho com a suavidade que marca os seres da floresta, investia em busca do objeto dos seus desejos. As ninfas impossibilitadas de oferecer defesa à sua mestra, fugiam aterrorizadas ante à presença do Fauno. Reafirmando o adágio que sustenta ser um dia da caça e o outro do caçador, a Deusa caçadora se via agora à mercê do seu principal predador. Lúbrigo e ébrio de amor por sua amada, o Fauno soltava guinchos incontroláveis, fixando Diana com frêmitos de paixão.
Acossada, Diana lutava por desvencilhar-se do seu agressor, buscando no seu âmago forças que a ajudassem. Talvez por um socorro do Olimpo, o Fauno se distrai como se visse senhor da situação ou que Diana tivesse cessado a sua resistência. Era o momento azado ansiado por Diana. Esta foge ao domínio do Fauno e fazendo uso dos seus atributos divinos, torna-se invisível, abandonando o local.
Atônito, o Fauno vê num relance o seu sonho desvanecer-se e a sua amada transformar-se numa névoa. Seus guinchos, agora sofridos, misturavam-se a algo semelhante ao choro dos humanos, revelando a dor da sua paixão incontida. Sua mágoa e angústia o conduziram novamente ao seu nicho para o início de mais uma noite solitária, onde o devaneio lhe faria companhia, substituindo o seu amor impossível.
       
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                                        O MACHO ALFA
Dentre as teorias que existem para sustentar a criação do Estado, no meu entender, basta apenas uma para sacramentar sua necessidade: o Estado existe para promover o controle social. Este controle é necessário para que a sociedade sobreviva. O homem é um animal sanguinário e sente, instintivamente, aversão pelo seu semelhante. Por esta razão, é preciso da coação Estatal para que não nos matemos uns aos outros e, com isso, acabemos com tudo o que foi construído até aqui. E por um estranho paradoxo, é  esse instinto agressivo que construiu o que chamamos por sociedade, cultura, civilização. Tudo o que o engenho humano produziu em obras e realizações, é fruto da sublimação dos instintos primários agressivos e, por isso mesmo:  destrutivos. Dessa sublimação nasceu a produção humana, a sociedade. Dentro dessa sociedade,  surge aqueles que comandam, que lideram. Esses são os machos alfas que conduzem o restante, aqueles  cujo estágio evolutivo não alcançou os que estão na liderança. Essa leva que  ficou na retaguarda, necessita do apoio e da defesa das lideranças. São essas lideranças que lhes possibilita sobreviver num ambiente hostil e extremamente competitivo. São os mais aptos, física e mentalmente que lideram a sociedade e dão o tom para o seu desenvolvimento. E é graças a eles que, aqueles que não lograram a mesma sorte, podem encontrar proteção e condições de sobrevivência.  São os mais aptos que irão montar as empresas para produzir, inventar e criar novas técnicas e novos produtos, gerando empregos, bem estar e impostos que irão alimentar o Estado.
            Como quase sempre essa liderança  é contestada e desafiada, surge a necessidade ainda que instintiva da agressividade como arma de ataque e defesa. Isso porque todos querem estar em destaque e se posicionar como o macho alfa. E assim como acontece no mundo animal, a disputa pelo comando envolve desafios e lutas onde a conquista do poder trás consigo a necessidade  do combate, deixando às vezes sequelas por toda a vida. Mas a assunção da liderança também envolve a responsabilidade pelo comando no enfrentamento do perigo. No momento em que o grupo se vê  desafiado, é o chefe desse grupo quem parte para o ataque, que se coloca na linha de frente e afronta o inimigo. E se o inimigo for mais forte, o chefe para ser digno do título precisa morrer em combate, jamais fugir.
            Portanto, a manutenção dessa carga de adrenalina nos limites da ordem envolve a presença de um poder superior que a todos submete, esse poder advém do Estado. É ele que impede o retrocesso à barbárie e aos tempos da lei do mais forte.  O Estado é o garante dos direitos  envolvidos em disputa nessa sociedade, por isso, ele detém o monopólio da força.  Por via de consequência, submeter ao poder Estatal é a forma de garantir a nossa sobrevivência enquanto grupo social.
Aamâncio
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LAMARTINE BABO E BOA ESPERANÇA




Boa Esperança é uma cidadezinha que fica aqui perto. É terra produtora de café, banhada pelas águas da represa de Furnas. Lugar onde acontece um festival anual de música. Também é terra do festejado Rubem Alves.
A cidade ficou famosa no Brasil inteiro graças à música de Lamartine Babo: Serra da Boa Esperança.
A história:
Lá pelos anos 30, Lamartine Babo passou a receber correspondência de uma moça que dizia ser sua fã e apaixonada por ele. Lamartine se empolgou e começou a trocar correspondência com essa fã da cidade de Boa Esperança, interior de Minas Gerais. O nome vem da Serra da Boa Esperança que corta parte do município e lhe dá a identidade típica das "Terras das Alterosas", nome poético das Minas Gerais.
O romance platônico entre Lamartine e Nair (era o nome da moça), começou a avançar, chegando ao extremo em que Lamartine se abalou do Rio de Janeiro, então capital federal, e foi parar em Boa Esperança, coisa que naquela época era uma aventura. Pois bem, quando esse cidadão, famoso no Brasil inteiro, aportou em Boa Esperança e falou que era Lamartine Babo, a cidade veio abaixo. Depois de ser bajulado pelo prefeito, juiz, promotor, delegado e todo hight society local, passando pelos políticos de maior expressão, o nosso Clark Gable finalmente disse a que veio: a cidade inteira partiu atrás dessa heroína chamada Nair.
Localizada a Nair, a história começou a ganhar um novo contorno. Eis que não era a Nair quem escrevia as cartas, o que nos leva a concluir que não era apaixonada pelo guapo compositor. Na verdade, quem escrevia as cartas e era gamado com Lamartine, era seu irmão, um dentista que repudiava o contato com mulheres, mas apreciava as carícias de outros do sexo masculino, de preferência bem másculos.
Passado o impacto inicial, Lamartine se tornou hóspede dos irmãos e, segundo as más línguas, não foi avaro com nenhum dos dois. Pelo menos, reza a lenda urbana em Boa Esperança que o dentista varou a vida inteira afirmando que Lamartine era um sucesso, na música e muito mais na cama. Quanto à Nair, não obtive maiores notícias. Retornando ao Rio de Janeiro, Lamartine Babo, em homenagem à Boa Esperança, compôs o que seria uma das suas melhores obras, Serra da Boa Esperança


Serra da Boa Esperança
Serra da Boa Esperança, esperança que encerra
No coração do Brasil um punhado de terra
No coração de quem vai, no coração de quem vem
Serra da Boa Esperança meu último bem
Parto levando saudades, saudades deixando
Murchas caídas na serra lá perto de Deus
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar
Adeus
Levo na minha cantiga a imagem da serra
Sei que Jesus não castiga o poeta que erra
Nós os poetas erramos, porque rimamos também
Os nossos olhos nos olhos de alguém que não vem
Serra da Boa Esperança não tenhas receio
Hei de guardar tua imagem com a graça de Deus
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar
Adeus

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Crescimento menor não deve afetar emprego, segundo especialistas

21/7/2012 15:35,  Por Redação, com ABr - de Brasília
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Mesmo com a economia em ritmo mais lento este ano, o emprego no país não deve ser afetado, com exceção do setor industrial, na avaliação de especialistas. Para o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Júlio Gomes de Almeida, o crescimento econômico vem deixando a desejar há três trimestres. “A perspectiva é que melhore, mas ainda assim não deve ser nada de excepcional”, diz. Segundo ele, o crescimento menor da economia decorre, principalmente, do setor industrial, que enfrenta a concorrência dos produtos importados.
Para Almeida, a recente alta do dólar ajuda a aumentar competitividade da indústria brasileira. Mas a situação econômica incerta de outros países faz com que se queira vender mais produtos para o Brasil. “A desvalorização do real ajuda a produção no Brasil e defende da concorrência. Por outro lado, a concorrência estrangeira também aumenta. A venda dos produtos para a gente ficou mais cara, mas estão dispostos a fazer sacrifícios para vender para o Brasil, porque não têm mercado alternativo. Tem efeito bom para a nossa economia e nossa indústria, mas esse efeito diminui em função da situação externa que se agravou, diz Almeida”.
De acordo com ele, o emprego no país não foi afetado porque, apesar dos problemas na indústria, o setor de serviços continua crescendo e gerando vagas. Já no setor industrial, deve continuar a haver perdas de vagas.
Inflação
Além de os trabalhadores não terem que enfrentar aumento do desemprego, a inflação deve permanecer sob controle este ano, na avaliação dos economistas
Para o coordenador de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), Armando Castelar, só há riscos para a geração de emprego no país com um cenário da construção civil em desaceleração, a indústria fraca e a redução de investimentos ligados às exportações permanecer no curto prazo.
Além disso, segundo Castelar, como as empresas enfrentaram dificuldades para contratar mão de obra qualificada, agora evitam demitir. “Há receito de que tenham dificuldades para achar trabalhadores novamente”.
Além de os trabalhadores não terem que enfrentar aumento do desemprego, a inflação deve permanecer sob controle este ano, na avaliação dos economistas. “Não vejo sinal de que a inflação aumente porque o nível de atividade está baixo. Com esse nível de atividade, as empresas relutam em remarcar preços. Por outro lado, os preços de muitas commodities [produtos primários com cotação internacional] que o Brasil exporta estão em declínio no mercado mundial. Aqui dentro também não há impacto desses preços”, analisa Almeida.
Para Almeida, ainda falta ao país desindexar preços e tarifas, como de alugueis corrigidos por índices de inflação, para que em momentos de ritmo maior de crescimento não se tenha inflação em alta. “É preciso desindexar a economia. Isso dá uma inércia na inflação [processo inflacionário gerado pelo reajuste de preços, de acordo com a inflação do período anterior]. Por outro lado, nosso crescimento demandou muita gente no setor de serviços, com aumento dos rendimentos, impactando a inflação”, destaca.
Além da realimentação dos preços pela inflação passada, Castelar também explica que a alta dos preços vem das expectativas dos empresários. Segundo ele, como o país tem inflação, em média, acima de 5,5% nos últimos anos, é difícil reduzir os preços.
- Neste ano, a população não vai sofrer uma perda de emprego, nem ser prejudicada pela inflação, mas será afetada um pouco pela redução do crédito – conclui Almeida. Segundo ele, há receio das instituições financeiras em conceder crédito no atual momento econômico, mas a oferta deverá ser retomada no final do ano.
A economia em ritmo mais lento tem levado à revisão das estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O Banco Central (BC) revisou a projeção para este ano de 3,5% para 2,5%. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também reduziu a estimativa de expansão do PIB, de 3% para 2,1%. A projeção de analistas de instituições financeiras consultados pelo BC todas as semanas já foi revisada para baixo 10 vezes seguidas e está em 1,9%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também revisou a estimativa para baixo, de 3% para 2,5%.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Soberania Ameaçada




Está o Brasil a passar por uma quadra de grandes dificuldades que, não nos iludamos, trarão conseqüências muito amargas para o povo brasileiro, e muito desastrosas para a soberania nacional.
Assiste-se, através dos meios de comunicação de massa, ao desfile permanente de atos e fatos que ferem nossos sentimentos, chocam a moral comum, agridem os direitos do cidadão, ofendem o Estado e escarnecem da Justiça - e a nação se assusta.
Policiais formam quadrilhas, juízes atribuem DAS às suas cozinheiras, políticos vendem seus votos, governantes criam esquemas de corrupção - e o país se choca.
A transgressão se torna hábito, é elogiada e, por vezes, é premiada; a certeza da impunidade anima até mesmo os covardes a transgredirem a lei, e a chamada "Lei de Gerson" não diferencia os marginais dos honestos, mas os espertos dos panacas - e a moral declina.
Grupos de assassinos dominam os presídios, o tráfico de drogas chega a níveis absurdos e quadrilhas controlam as favelas, onde a polícia não ousa entrar - e o Brasil treme.
Jovens tornam-se mães solteiras com idades cada vez mais baixas, crianças vão para as ruas em número cada vez maior, pivetes assaltam em impunidade cada vez mais debochada e pobres morrem à falta de remédios cada vez mais caros - e a nação se debilita.
Gangues fazem "arrastões" nas praias e nos centros comerciais; sensação de segurança desaparece atrás das grades que se multiplicam ao longo das calçadas, invertendo a ordem social e enclausurando o homem de bem; o cidadão comum não sai à rua e o turista não vem ao Brasil - e o país se envergonha.
Agricultores perdem parte das colheitas por falta de transporte; estradas esburacadas levam a portos obsoletos controlados por uma estiva que só quer ganho absurdo sem suor; navios brasileiros são arrestados no estrangeiro e o comércio internacional procura outros parceiros - e o Brasil fica mais pobre.
O Governo cede às pressões de organismos estrangeiros e atropela a Constituição para criar reservas indígenas de características temerárias; grupos internacionais, dominados pelas grandes potências, estabelecem controles e impõem acordos que tolhem o nosso desenvolvimento tecnológico - e o Brasil se apequena.
As Forças Armadas sofrem um processo de desprestígio e de esvaziamento moral e material: os navios não se fazem ao mar, os aviões não voam, a tropa não se exercita - e perdemos a operacionalidade.
O Primeiro Mundo evoca doutrinas como a "Nova Ordem Mundial" e a "Soberania Limitada" ou "Soberania Compartilhada"; ganham corpo as idéias de redução dos efetivos militares e de emprego das Forças Armadas no combate ao narcotráfico - o Brasil enfraquece.
Nossa soberania está ameaçada!
Sabemos todos que a Soberania de um país é garantida pelo seu Poder Nacional, figura que integra as expressões política, econômica, psico-social e militar. Dentro deste conceito, analisemos friamente o momento nacional. A conclusão é óbvia: nem uma só dessas expressões está sequer medianamente saudável; pior, o Brasil está vulnerável.
Parte das elites apodreceu pela corrupção, aprofunda-se a recessão econômica, o povo não confia e tem medo, as Forças Armadas perderam a capacidade de dissuasão.
Nossa soberania está ameaçada!
O Estado se faz cada vez mais ausente; o Congresso elegeu a semana de três dias um costume eticamente correto; o Judiciário, moroso, mais defende os direitos humanos dos bandidos, do que garante a Justiça para os homens de bem. Aqueles que deveriam dar exemplo não o fazem. E o homem do povo, aturdido, se pergunta por que só ele tem que ser honesto.
Não nos iludamos: o Brasil vai mal. E não fiquemos a imaginar que virá ajuda de fora. Precisamos acordar para o fato de que, por ser muito grande e muito rico, o Brasil sempre foi visto pelos países mais desenvolvidos como uma ameaça potencial. Muitas nações poderosas veriam com alívio a desintegração do nosso Poder Nacional e a nossa viagem sem volta ao Quarto Mundo.
Precisamos reagir! Precisamos reafirmar a nossa Soberania! 
Editorial da Revista do Clube Militar nº 307, de 1992
Cel. Eri Maia Gonçalves

domingo, 15 de julho de 2012

Descoberto o mais procurado criminoso nazi

Áustria

Descoberto o mais procurado criminoso nazi

Ontem
Ladislaus 'László' Csizsik-Csatary tem 97 e vive em Budapeste, na Hungria. A sua localização foi descoberta por uma investigação do jornal britânica 'The Sun'
Mora num comum bairro de Budapeste, na Hungria, o mais procurado criminoso de guerra nazi. Ladislaus 'László' Csizsik-Csatary tem 97 anos e foi ele quem, na qualidade de chefe da polícia real húngara da cidade eslovaca de Kosice
mandou deportar para o campo de concentração de Auschwitz 15.700 judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Csizsik-Csatary usa agora o nome de Smith L. Csatary e foi localizado após uma investigação de jornalistas do tablóide britânico 'The Sun'. Dois jornalistas da publicação conseguiram não só fotografá-lo como chegar mesmo à fala com ele. Bateram-lhe à porta, ele abriu-a em roupa interior, e perguntaram-lhe pelo seu passado, ao que respondeu: "Não, não, vão-se embora!"
'László' sempre negou as acusações de criminoso de guerra que lhe foram feitas por um tribunal do Canadá. Localizado agora, com a ajuda de do Centro Simon Wiesenthal, em que ocupa o primeiro lugar na lista de nazis mais procurados. Smith L. Csatary.
O nazi fugiu para o Canadá quando se tornou clara a vitória dos Aliados. Criou a sua nova identidade ao trabalhar como comerciante de obras de arte. Foi descoberto em 1997, quando decidiu pedir a nacionalidade canadiana, mas conseguiu fugir de novo e nos últimos 15 anos o seu paradeiro era um mistério.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pronatec

Pronatec deve gerar 1,6 milhão de vagas em vários cursos técnicos ainda neste ano

30/05/2012 às 18h25
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) deve gerar 1,6 milhão de vagas em 2012, segundo o Ministério da Educação (MEC). Desse total, 1,1 milhão serão abertas em cursos de formação inicial e continuada e 500 mil em cursos técnicos. O Pronatec é um conjunto de iniciativas do governo federal voltadas para a ampliação do acesso de estudantes e trabalhadores brasileiros a essa modalidade educacional.
“Temos avançado muito nos últimos meses, tanto na oferta de cursos quanto na efetivação de matrículas”, enfatizou o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antonio de Oliveira, ao participar do segundo dia do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, na terça-feira (29).
Marco Antonio de Oliveira apresentou um panorama geral das ações em curso por meio do programa e outras a serem implantadas, voltadas para a consolidação das políticas de formação profissional.

“Temos alguns desafios, o primeiro deles é a implantação do conselho deliberativo, previsto na lei que criou o Pronatec, que está em fase de definição. Nós também pretendemos criar nos estados os fóruns permanentes estaduais do programa”, afirmou.

Outra iniciativa importante será a criação de um cadastro virtual para acesso e candidatura dos cidadãos às vagas ofertadas pelas instituições participantes do programa. De acordo com Oliveira, o sistema também será utilizado para dimensionar as demandas por formação no país a partir das necessidades manifestadas pelos brasileiros. “Com isso queremos ter um retrato fiel da demanda e criar melhores condições de funcionamento do programa.”

Fórum

Até sexta, 1° de junho, especialistas, professores, estudantes e gestores públicos e privados debatem em Florianópolis temas ligados à formação profissional. Nos estandes, os visitantes têm contato com diversos projetos ligados ao ensino tecnológico desenvolvidos pelas instituições expositoras.
O Instituto Federal do Rio de Janeiro, por exemplo, trouxe uma exposição itinerante de ciências. A monitora, Jéssica Oliveira, estudante do sexto semestre de licenciatura em química no instituto federal, explica que a exposição é levada aos alunos de escolas públicas fluminenses. “A gente leva tudo para as escolas, é itinerante. Mas elas também podem visitar a exposição no instituto”, contou.

Fonte: Ministério da Educação